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D E p o i MEN t o s |
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O Pádel por Bia Moraes...
Junho de 2009 |
Muitos amigos meu do Rio e de Sampa, vem me perguntando, por causa das coisas que posto no meu blog pessoal...O QUE É PADEL?
Bem eu também não sabia, até que Martinha,uma amiga querida que eu tenho na fronteira, me convidou pra jogar, eu também não tinha ideia do que se tratava, mais jogamos aqui em casa e depois ela me apresentou o PADELMANIA, e lá estou até hoje, fiz novos amigos, aprendi um esporte, aprendi a desafiar meus limites e dificuldades, descobri algumas dificuldades que eu nem sabia que tinha. ISSO FOI LEGAL, por que tem coisas que a gente só sabe que tem, quando precisa usar!
O que me encanta mais no PADEL é essa coisa que ele faz de interagir, de unir as pessoas, NÃO IMPORTA SEU TIPO FÍSICO, SUA IDADE, SUA CLASSE SOCIAL. SEM QUALQUER TIPO DE PRECONCEITO, TODO MUNDO JOGA POR BRINCADEIRA OU PROFISSIONALMENTE, NÃO IMPORTA.
Me encantei quando vi três gerações num mesmo jogo, MÃE, FILHA E AVÓ... gente eu já viajei muito, já joguei Vôlei no time oficial de Campinas, já conheci muita coisa diferente nessas minhas andanças, mais eu nunca tinha visto isso, esse clima família em quadra. Além disso, é um jogo divertido, competitivo e dinâmico, para todas as idades.
Esse ano eu tive a oportunidade de passar meu niver lá, com amigas PADELISTAS de 50, 60, 20, 30 e 13 anos de idade, não é o máximo??
Moro em Livramento há 3 anos e, de verdade, sou feliz aqui e procuro ocupar meu tempo com coisas boas e saudáveis. É legal poder marcar um joguinho no final de semana com a “gurizada”, mesmo sabendo que eles têm a metade da sua idade, é assim no jogo isso não importa!
Através de um espaço que eu tenho na internet, alguns amigos do sudeste e do nordeste, estão conhecendo o PADEL, bem ...quem sabe alguém se anima e expande o esporte em todo território nacional, assim quando eu precisar sair daqui eu não vou parar de jogar. Minha personal estudou educação física em São Paulo e mora no estado do Rio de Janeiro e recentemente me enviou um email querendo mais informações sobre o esporte, pois mesmo sendo, na minha opinião, uma super profissional de educação física, ela nunca tinha ouvido falar no PADEL.
É, o PADEL socializa as pessoas,é bom pra aliviar o estresse do dia a dia,bom pra mente e pro físico.É por esse motivo que eu digo EU AMO PADEL!
Bia Moraes
Designer |
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PÁDEL, Os bons tempos estão voltando
Sidnei Silva é repórter jornalístico do jornal A Platéia - Setembro/2008 |
Como um profissional de comunicação, com 20 anos de atuação, muito deste tempo dedicado ao esporte, acompanhei muita coisa ao longo desde período. Nos anos 90 acompanhei de perto um verdadeiro furacão que se instalou na fronteira. A onda do padel chegou e mostrou que era para ficar. Livramento e Rivera respiravam padel e a todos os dias, um novo espaço surgia para a pratica do esporte, que virou mania entre todas as gerações. O nível do esporte cresceu e Livramento ganhou o mundo, com atletas daqui disputando. Viramos referencia para o padel no Brasil. Mas aos poucos foi se perdendo isso tudo. A renovação não aconteceu com a mesma intensidade, os espaços foram ficando vazios e os grandes jogadores deixaram a fronteira.
De repente, quando parecia tudo perdido, começou nos últimos dois anos, um movimento pelo resgate do esporte. Este resgate começou exatamente no único lugar que resistiu a toda esta derrocada do padel, o Clube Padelmania, que foi sempre referencia, independente da época e do momento que viveu o padel. Pois, graças ao trabalho plantado por Luciano Costa e Janice Arruda, respaldado por padelistas tradicionais como Sandra Abreu e Luis Carlos Aguirre, que lideraram a Liga de Padel na década de 90.
Junto com este pontapé, voltaram os torneios, voltaram os patrocínios e o esporte novamente recuperou seu prestigio e hoje vive uma realidade totalmente consolidada. Mas é importante ressaltar que por trás deste retomada, está um trabalho bem planejado, respaldo de patrocinadores, iniciativas para atrair os novos jogadores, promovendo a renovação e acima de tudo lotando as quadras, como tenho verificado.
Como alguém que acompanhou estes momentos do padel, fico muito feliz em novamente presenciar esta retomada, mas deixo aqui o meu desejo e incentivo para que a modalidade se consolide e continue revelando os novos talentos do esporte e continua representando a cidade no cenário do padel brasileiro e internacional. O padel e a fronteira têm uma relação bem particular e que se completa, pois todos este êxito obtido pelo esporte, seja no passado ou no presente, o público sempre prestigiou o esporte. Vida longa ao padel. |
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E Foi Assim Que Comecei A Construir Minha História No Esporte Da Minha Vida (2007) |
Ainda lembro meu primeiro contato com o Pádel, como se tivesse acontecido ontem. A mãe do meu melhor amigo jogava um esporte esquisito, com uma raquete estranha. Fui levado por ela pra assistir a um jogo qualquer, e foi assim que entrei pela primeira vez nas quadras do Padelmania, ao lado da figura lendária de Maria Pereira, a Ámo.
O tal Pádel era mania alucinante há dez, quem sabe quinze anos atrás. A velocidade com a qual o jogo andava e a habilidade e destreza das pessoas, me instigavam em todas as vezes que assistia uma partida daquele jogo diferente. Quanto mais assistia, maior minha fascinação.
Logo me inspirei e lembro como se fosse hoje do primeiro torneio ao qual participei, há mais de dez anos atrás, nas quadras do Tênis Clube. Jogamos contra uns viventes muito habilidosos, e com tão pouca idade e experiência na época, não é difícil de se imaginar qual tenha sido o resultado, mesmo que numa categoria iniciante.
Pois bem, não desisti por aí. Em seguida, foi criada uma espécie de “Categoria Infanto-Juvenil”, na qual participei e lembro que naquele tempo, Eu, Gustavo Brito, Felipe Nobre, Bruno Ferreira, os primos Vinícius e Danilo, Michel Prolla, Cadú, Preto, Alemão dentre tantos outros, travávamos batalhas infantis nas quadras do Atenas Padel, que naquela época tinha por lá o Daniel Silva, então admirado pela criançada por seu talento e que fui encontrar em Concórdia lá pelo ano retrasado.
Aquela função de jogar torneio, ter que dormir cedo pra jogar cedo no outro dia, bater bola no sol escaldante, vibrar com as medalhinhas que nos eram dadas na época como ‘mimo’ e ver a atualização do ranking, eram coisas fantásticas e só possíveis de serem recordadas por quem viveu aquela época.
Os jantares da Liga, as confraternizações, os treinos no Padelmania, tudo isso foi crescendo, foi se tornando cada vez mais forte na minha vida e na minha devoção. Pouco ligava se a minha raquete era pior que a dos outros, se ás vezes era emprestada porque não tinha muita grana pra investir no Padel: o importante era estar ali, ponto a ponto, vitória atrás de vitória.
Pois bem, terminado aquele ano na categoria especial criada pra nós, provavelmente em 97 ou 98, lembro que comecei a competir na 5ª classe em 1999, depois de ter terminado em primeiro lugar no ano anterior. Foi quando me mudei de cidade, depois de duas etapas, levando comigo um sonho, uma vontade de continuar jogando, e o que me deixava mais triste era que por onde eu passava, ninguém conhecia ou pouco tinha ouvido falar sobre o esporte da minha vida.
Quatros anos se passaram e nesses mais de 1400 dias que parecem ter sido uma eternidade esportiva, toquei umas duas vezes na raquete, por estar morando numa região onde não existia o Pádel. Mas minha vontade de jogar não me deixava esquecer daquelas risadas do grupo das mulheres que se juntavam pra jogar, e que faziam da casa da Sandra Peniza um lugar feliz e cheio de momentos que ainda no ano passado, quando bati bola por lá, tive a satisfação de relembrar.
Pois bem, depois de tantos anos, assim que coloquei o pé em Porto Alegre, busquei uma quadra de Pádel na Internet e achei uma, logo a duas quadras de casa. Naquela época, um pequeno problema no joelho me fez chegar á quase cem kilos. Voltei a jogar com calma, e no começo de 2005 me arrisquei novamente em um torneio de Iniciantes. Não seria fácil ver tanta gente boa jogar, mas a vontade me fez superar meus próprios limites físicos. Em três meses, já tinha perdido 10 kilos, e joguei durante o primeiro semestre daquele ano na 5ª Categoria na Capital. Já no segundo semestre, pulei pra 4ª Categoria e não saia da quadra, até tirar o joelho do lugar e me obrigar a parar dois meses. Que passaram muito rápido e voltei á 4ª Categoria, onde joguei até Março de 2006.
Com a ajuda de muitos amigos que fiz em Porto Alegre, e que não me deixaram esquecer a minha terra de sangue, aonde comecei a jogar e de onde eu realmente nasci pro mundo esportivo, entrei pra Terceira Categoria, onde fiquei até quase o final de 2006.
No meio do ano, uma surpresa: eu voltaria a pisar no Padelmania pra jogar, ou seja, desta vez não somente olhar de fora da quadra uns monstros que eu via fazer milagres jogando quando criança, que era o Dan, Luiz, Testa, Vico Savi. A novidade é que agora, eu entraria em quadra e contra eles.
Logo na chegada, encontrei um guri que tinha saído de Livramento pra ganhar o Mundo, mas que entrava na quadra nos intervalos pra dar ‘mexicana’ desde piá: o Bruno Savi, meu amigo e quase da família desde que nasceu. Jogaríamos juntos naquele torneio.
Voltar pra casa depois de tanto tempo foi uma alegria incomensurável. Ver tanta gente querida de novo foi irreal, impagável. Rosinha, Regina Selau, Marilu, Sandra’s, Marisa, a Família Savi, o pessoal em geral. Enfim, só ganhei mais ânimo pra continuar jogando. Fomos campeões naquela competição e pude reencontrar vários amigos, confrontar ‘lendas’ do Pádel, testar meu limite técnico.
Desde então, tenho jogado e lutado principalmente contra a vida profissional pra poder levar o Pádel adiante na minha rotina. E tem sido difícil. Penso que desde o começo, não foi fácil e se talvez tivesse sido, eu não daria o valor que dou hoje quando encontro novamente pessoas tão especiais na minha vida.
Tive a oportunidade de voltar outra vez, e jogar ao lado do Luiz, quando perdemos na Semifinal num jogo muito disputado contra os Irmãos Savi, Bruninho e Vico.
Logo no começo deste ano, tive a honra de fazer a final da Primeira Etapa do Circuito Gaúcho na Categoria Principal do torneio, ao lado do meu amigo Lucas Cunha, contra outro monstro veterano do Padel, Alexandre Danuzzo. Brigamos e lutamos, mas voltamos com o vice-campeonato pra casa. Vitória merecida do Danuzzo e do Martin Cassal.
Lembro todas as vezes que posso, que quando eu grito, corro, quando bato na bola, me concentro em grande proporção, lembro de casa. Quando eu vibro com uma vitória ou sofro com uma derrota, não importa onde, lembro dos conselhos e da educação que recebi sempre deste povo hospitaleiro: respeitar o adversário, aprender a ganhar até na derrota, não subestimar a pessoa do outro lado da quadra, fazer amizades e não inimigos.
Ainda este ano, mesmo depois de quase quatro meses parado por lesão, vou brigar pra terminar o ano em primeiro do ranking gaúcho na Segunda Categoria, talvez buscar continuidade na minha evolução. E vou fazer questão de colocar ao lado do meu nome a sigla ‘LTO’, porque é como eu abrevio o nome da minha terra, da minha raiz principal, e mesmo tendo nascido na Capital, me criei desde recém-nascido neste chão de Livramento, cultivei a mesma raiz que tantos outros padelistas, e foi assim que comecei a construir minha história no esporte da minha vida.
Sempre que eu volto pra esta terra, preciso pisar nas quadras de Pádel de Livramento, porque se não fizesse isso, seria o mesmo que dizer que conheci Livramento e não coloquei meus pés em Rivera. Um grande abraço e nos vemos em quadra. |
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A primeira vez que vi uma partida de padel foi começo dos anos 90, no Athenas Padel, em Livramento. Logo após me interessei e passei a jogar (ao menos tentar). Aqueles foram os tempos de ouro do padel no Rio Grande do Sul. Quem não lembra da Liga Rivera-Livramento, da Liga Pelotense, do Circuito de Porto Alegre. Recordo-me que a primeira etapa da primeira Liga Rivera-Livramento teve mais de 120 (cento e vinte) duplas inscritas, e se realizou nos Los Juanes, em Rivera. Após só cresceu, a primeira categoria tinha jogadores de alto nível, que depois estiveram entre os melhores do Brasil. E os torneios estaduais, quem jogou no OK Center, em Novo Hamburgo sabe do que estou falando, era “febre” jogar padel. Quem nunca jogou uma etapa do Estadual em Pelotas e depois foi encerrar a participação na Churrascaria Lobão? Posteriormente vieram os argentinos com um padel de alto nível técnico para a disputa do Estadual, fazendo partidas memoráveis para quem assistia. Quem nunca teve aquele parceiro que só reclamava? Que colocava a culpa no companheiro, na raquete, na quadra, no sol, na iluminação... Quando não chegava atrasado nos jogos perdendo por W.O.
Quem nunca jogou com uma Raquete Head de madeira? Uma Kendall de polioretano? Mas aos poucos o padel que caiu, agora parece ter encontrado seu caminho novamente, colocando em seu mapa mais uma vez cidades como Livramento e Uruguaiana, sem falar do promissor Circuito Serrano. Os que jogavam padel por que estava na moda se foram, ficaram os que jogam por esporte, por hobby, e com esses uma nova e promissora etapa de crescimento do padel no Rio Grande do Sul e no Brasil. O padel não é só as quadras, as raquetes, são os jogadores, os profissionais, os amadores, os exóticos, os “nervozinhos”, os principiantes. O padel são as pessoas que fazem dele um esporte, seja por profissionalismo, seja por diversão.
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